quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Por dentro do jornal

O jornal é um dos meios de comunicação mais antigos que existem. Até hoje ele é muito utilizado por grande parte das pessoas. Sua função é informar, mas também é capaz de divertir, emocionar e ensinar. Quel tal conhecer sua história e aprender como e por quem é feito?


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Em uma banca, você poderá observar que os jornais são bem diferentes entre si. E poderá perceber que alguns deles tratam de um só tema, como esportes, economia ou política. Isso ocorre para que possam agradar a todos os gostos e informar sobre todos os assuntos. Também existem diferenças em relação ao alcance de cada um deles: há os que circulam por todo o país, por um estado inteiro ou apenas em uma cidade. Alguns são entregues somente em bairros específicos, pois contêm apenas notícias regionais. Existem ainda os jornais produzidos por empresas, que os distribuem a seus funcionários. Muitas escolas também tem seus jornais, feitos pelos próprios alunos. O seu colégio tem um jornal? Se não tiver, que tal propor em sua classe que você e seus amigos façam um?
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Informação e opnião

Além de fornecerem notícias e informações atuais, muitos jornais prestam serviços de utilidade pública, ajudando a comunidade a resolver seus problemas. Eles também analisam os acontecimentos do dia-a-dia e emitem opniões.
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Trabalho em equipe

Para reproduzir um jornal, por menor que ele seja, é necessário o trabalho de várias pessoas. Cada uma tem um atividade diferente. Os jornais de grande circulação precisam de espaço para a redação, para os laboratórios de revelação de fotos e para o pessoal que cuida da administração, além de lugar para as máquinas em que o jornal é impresso.
Os grandes jornais são produzidos diariamente e tratam das notícias do dia anterior. Assim, um fato importante que esteja acontecendo hoje provavelmente vai sair na edição de amanhã. A finalização de uma edição, chamada de fechamento. é feita à noite. Veja agora os passos para a produção de um jornal diário de grande circulação.

Reunião de pauta


Os editores são responsáveis por escolher os assuntos que serão tratados pelo jornal. Para isso, todos os dias de manhã eles se reúnem e fazem uma pauta, ou seja, um roteiro dos fatos do dia. Assim, o chefe de reportagem, que também participa da reunião, pode escalar o pessoal que vai fazer, por exemplo, a entrevista com um astro do cinema, cobrir o jogo da noite e assim por diante.

Reportagem


O repórter é a pessoas encarregada de fazer uma entrevista ou colher todos os dados de um acontecimento, sendo normalmente acompanhado de um fotógrafo. Antes de ir para a rua, ele recebe as orientações na redação do jornal para saber exatamente o que terá de fazer. Depois de colher as informações, estas são passadas a um redator.

Redação e diagramação


Os redatores escrevem as notícias depois de receberem todas as informações relacionadas a um assunto. Já os diagramadores montam as páginas, distribuindo as notícias e as fotos no espaço disponível. Eles também sabem o tipo e o tamanho de letra que devem ser usados.

Impressão



Um jornal geralmente é dividido em cadernos ou seções. Cada um deles trata de um tema diferente (políticas, atualidades, esportes, etc.). À medida que cada caderno vai ficando pronto, um modelo dele é mandado para uma máquina especial, chamada de rotativa. Ela é uma espécie de impressora de computador em tamanho gigante, que reproduz milhares de cópias.

Distribuição


Depois que todos os cadernos são montados, eles são levados em caminhões, de madrugada, para as bancas de jornal. Cada caminhão tem um roteiro definido, sendo que alguns vão para outras cidades. Os exemplares dos assinantes chegam em peruas ou são entregues por motoqueiros. Os que vão para outros estados são levados de avião.
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Pauta, edição e revisão

O pauteiro colhe todas as informações iniciais de cada matéria e as fornece, em um papel chamado de pauta, ao repórter, antes de este ir para a rua. Quer um exemplo? Imagine que uma estrela do cinema vem ao Brasil dar uma entrevista sobre seu novo filme. O pauteiro precisa saber do que trata a história, se ganhou prêmios, em quais filmes a atriz já atuou e onde será a entrevista.
Os editores, além de decidirem os assuntos que serão abordados no jornal, escrevem matérias e leem o que os redatores escreveram. Se for preciso, eles fazem mudanças no texto.
Uma matéria só é finalizada depois de passar pelo revisor. Ele verifica se há erros de digitação e aponta as correções necessárias.





Dia-a-dia agitado - Os profissionais de um jornal correm para fechar a edição diária em tempo.
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Manchetes, editoriais e artigos

"Brasil ganha a Copa do Mundo com um gol final", "Inflação de agosto é a menor de toda a história". Essas chamadas na capa ou no alto das páginas dos jornais levam o nome de manchetes e servem para atrair a atenção do leitor para uma notícia.
O editorial é um texto em que os donos ou diretores do jornal expressam sua opnião. É por meio dele que se pode saber, por exemplo, se um jornal é contra ou a favor das medidas políticas de um presidente ou de um governador.
Já os artigos são textos escritos por jornalistas ou por personalidades que se destacam em alguma área profissional. Eles tem um espaço, chamado de coluna, em que opinam sobre os mais variados assuntos, diária ou semanalmente.



Títulos especiais - Manchetes bem elaboradas despertam o interesse do leitor.
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Dos escritos em muros aos computadores

Os textos informativos existem há muitos séculos: o que mudou foi a forma de divulgá-los. Na Roma Antiga, escritos em muros anunciavam espetáculos, objetos à venda ou perdidos. Também havia os discursos em praça pública, nos quais uma pessoa narrava os acontecimentos diários para a população.
No século XV o alemão Johannes Gutenberg inventou a prensa, uma máquina que permitiu a gravação de textos em páginas. Seu método consistia em juntar letras em moldes metálicos, chamadas de tipos, para formar palavras. Os tipos eram então molhados com tinta e pressionados sobre uma folha de papel, formando uma página impressa.
Ao longo do tempo, esse processo foi sendo modernizado e possibilitou o aparecimento de pequenas publicações informativas, parecidas com jornais. A primeira de que se tem notícia surgiu na Áustria, em 1853.
No Brasil, o primeiro jornal foi lançado em 1808 e se chamava A Gazeta do Rio de Janeiro.
Depois disso, mais jornais apareceram, assim como novas técnicas de impressão e mesmo de escrita. Uma delas foi a máquina de escrever, popularizada a partir de 1873.





Grandes mudanças - Há poucos anos, os jornalistas utilizavam máquinas de escrever. Hoje, usam computadores.



Na década de 1990, os computadores invadiram as redações dos jornais, facilitando imensamente o trabalho dos jornalistas, pois os recursos disponíveis nos programas garantem maior rapidez. Por isso, eles são equipamentos obrigatórios não só para os redatores e diagramadores, mas também na hora de imprimir o jornal.



Prensa revolucionária - Esta é a máquina inventada por Gutenberg no século XV.










Fonte: Coleção - Para Saber Mais Recreio - Comunicação e Expressão - Jornal

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vivendo nas cidades

Na maioria dos países, as cidades são muito mais povoadas do que as áreas de campo. Isso acontece porque as cidades oferecem mais oportunidades de emprego e melhores salários do que as zonas rurais. Vamos conhecer um pouco mais das características urbanas?
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Geralmente, o surgimento de uma cidade se dá com a ocupação de lugares até então sem a presença humana. As pessoas instalam-se nesses locais e constroem suas casas. Com o tempo, mais gente vai chegando e, aos poucos, formando uma vila, onde algumas atividades comerciais e profissionais são realizadas. Essas vilas vão se expandindo e se transformam em cidades.
Pode parecer estranho, mas mesmo grandes cidades, como São Paulo, um dia foram uma enorme área verde, cheia de mato, que passou por esse processo de ocupação.
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Trabalhos bem diferentes

O trabalho na cidade não depende tanto da natureza como no campo. Profissionais como advogados, médicos e jornalistas podem exercer suas funções com calor, frio, chuva, seca, durante o dia ou à noite. Na zona rural, onde a principal atividade é a agricultura, o clima pode estragar o trabalho de um ano inteiro.
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Os tipos de cidade

Em uma cidade são realizadas as mais variadas atividades. Geralmente existem estabelecimentos culturais, comerciais, educacionais, igrejas e locais de lazer. Mas sempre há uma atividade principal que faz a cidade se destacar e se tornar mais conhecida.
Vamos pegar como exemplo São Carlos, no interior de São Paulo. Ela tem muitas universidades de qualidade e por isso atrai estudantes do Brasil inteiro. Com isso surgiram pensões e apartamentos que servem de moradia para os estudantes. Bares e casas noturnas também foram abertos, como opção de lazer. Assim São Carlos tornou-se uma cidade universitária, pois sua economia depende em grande parte da vida estudantil. Conheça outros tipos de cidade.

Cidade comercial

Nesse tipo de cidade há muitos bancos, sedes de empresas nacionais ou multinacionais e estabelecimentos comerciais, que vendem os mais variados produtos. Um bom exemplo é São Paulo, na foto abaixo que concentra a maior parte da movimentação financeira do Brasil, além de muitas indústrias.


Cidade religiosa

É um local de peregrinação, ou seja, muitas pessoas vão até lá por motivos religiosos. Nessas cidades geralmente há uma grande igreja ou outra instituição religiosa. Em Aparecida, no interior paulista, muitos visitantes vão acompanhar as celebrações que se realizam na imensa Igreja de Nossa Senhora Aparecida.


Cidade Industrial

É um município em que se destaca o grande número de indústrias, por isso é chamado de pólo industrial. Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul e Diadema, cidades próximas a São Paulo e conhecidas como "ABCD paulista", são alguns exemplos. Betim (abaixo), em Minas Gerais, é outra cidade industrial.




Cidade Política

Concentra um grande número de instituições políticas é normalmente o local onde são tomadas as decisões importantes para todo o país. Brasília, abaixo, é o exemplo brasileiro. É lá que ficam o presidente da República, os deputados federais, os ministros e os senadores.


Cidade Turística

Nessas cidades as principais atividades econômicas dependem da presença dos turistas. Eles incentivam o surgimento de hotéis, bares, restaurantes, shoppings, lojas e uma série de outras instituições comerciais. O Rio de Janeiro (foto), embora tenha muitas outras atividades, pode ser considerada uma cidade turística, que atrai os visitantes pela beleza de suas praias.


Cidade Militar

Reúne, entre outras coisas, escolas do Exército e quartéis militares, além de residências para seus frequentadores. Resende, (foto), no interior do Rio de Janeiro, é uma dessas cidades: nela fica a Academia Militar das Agulhas Negras.


Cidade portuária

É a cidade onde o porto tem um importante papel econômico. Com ele surgem, entre outros, empresas transportadoras, mecânicos, especialistas em manutenção de navios e carregadores. Santos, são uma dessas cidades. Por elas passa uma boa parte dos produtos que entram e saem do país.


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Estrutura eficiente

Para que uma cidade funcione é preciso que ela tenha uma estrutura de serviços que possa atender à sua população. Quanto mais eficientes eles forem, melhor para seus habitantes.
Transporte público, escolas e habitações de boa qualidade, fornecimento de água limpa, parques para o lazer, além de tratamento de esgoto e número suficiente de hospitais e postos de saúde são as principais necessidades de um município.
A pessoa responsável por administrar toda essa estrutura de serviços é o prefeito. Mas a colaboração da população também é de extrema importância. Afinal, as pessoas devem respeitar e cuidar dos bens públicos, pois eles pertencem a todos.


Asfalto em dia - A pavimentação de ruas faz parte dos serviços de estrutura de uma cidade.

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Tráfego lento

Nem sempre a cidade tem uma estrutura adequada de serviços. Com isso, a população tem de enfrentar algumas situações adversas. São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do Brasil, são muito grandes e, por esse motivo, difíceis de administrar. Elas não têm um bom sistema de transporte público e, por isso, o trânsito é um de seus mais graves problemas.
Isoo porque, segundo os especialistas, o metrô é a mais eficiente forma de transportar pessoas. Mas as duas cidades ainda não são inteiramente servidas por esse sistema de transporte. Assim, é necessário que os ônibus atendam a todas as áreas onde não há metrô, o que aumenta o volume de trânsito.
Como faltam ônibus e eles são lentos, quem tem possibilidade prefere utilizar seu carro. Com o excesso de veículos os congestionamentos são frequentes.


Trânsito complicado - Este é um problema cada vez maior nas cidades brasileiras.

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Exemplos pelo mundo

As grandes cidades muitas vezes exercem fascínio nas pessoas, especialmente naquelas que moram em lugares menores. Os altos prédios, a vida noturna, a grande quantidade de escolas, universidades e hospitais, os shopping centers e, principalmente, a maior oferta de trabalho atraem muita gente de cidades menores.
No mundo todo existem grandes cidades com ótima estrutura.

Londres - É uma das cidades de melhor sistema de transporte público no mundo.



Em Londres, capital da Inglaterra, e em Paris, capital francesa, o transporte público funciona muito bem. Pode-se chegar de metrô e de trem praticamente a qualquer lugar dessas cidades.
Por outro lado, muitas das grandes cidades tem também mais trânsito, violência, poluição do ar e excesso de população. A Cidade do México, capital mexicana, tem mais de 15 milhões de habitantes, incluindo sua periferia, e é uma das mais poluídas do planeta. Há dias em que a situação fica tão ruim que os carros são proibidos de circular por determinadas áreas. É a única maneira encontrada pelas autoridades para tentar deixar o ar da cidade um pouco mais limpo. Os gases emitidos pelos escapamentos dos automóveis estão entre as principais causas da poluição.

Tóquio - Mais de 26 milhões de pessoas moram na região da capital japonesa.



Tóquio, no Japão, é considerada uma das cidades mais organizadas do planeta em termos de serviços públicos. Mas é um lugar caríssimo para se viver, pois é muito difícil encontrar moradia.

Fontes: Coleção Para Saber Mais Recreio - Ciências Humanas - Geografia



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As montanhas

A terra não é lisa, é um planeta irregular, que tem a superfície repleta de montanhas. Elas surgiram há bilhões ou milhões de anos. Vale a pena aprender um pouco mais sobre sua origem e conhecer algumas das principais montanhas do mundo.
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Quando alguém sobe uma montanha, percebe que o clima muda bastante: o frio vai aumentando à medida que a pessoa se aproxima da parte mais alta, chamada pico. Isso acontece porque o calor do sol que chega à Terra concentra-se quase totalmente nas regiões próximas à superfície. O pouco de calor que se espalha para cima não é suficiente para aquecer os lugares mais altos, que muitas vezes ficam cobertos de neve, mesmo em regiões onde o clima é naturalmente mais quente.
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Pequenos montes

As montanhas brasileiras não são muito elevadas em relação a outras do mundo porque sua formação é mais antiga.
Segundo os geólogos, que estudam a formação do planeta, as montanhas se desgastam com o passar do tempo e vão ficando mais baixas. Mas esse processo leva milhões de anos.
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Montanhas pelo planeta

As montanhas são elevações naturais da superfície terrestre. Elas se formaram por causa da intensa atividade que existe no interior da Terra, já que o planeta é composto de várias camadas.
A camada mais externa é a crosta terrestre. Todo o material que a compõe é chamado de rocha. Muitas partes da crosta, porém, se quebraram e estão soltas. Elas recebem o nome de placas tectônicas.
Embaixo da crosta terrestre a temperatura é tão alta que não existe nada sólido. Para ter idéis, imagine um mingau pastoso fervendo e borbulhando na panela o tempo inteiro. Essa intensa atividade faz as placas tectônicas se movimentarem e até se chocarem, produzindo enrugamentos na superfície da Terra. Por levar milhões de anos, não é algo visível.
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Camadas da Terra

A crosta terrestre é a primeira camada que compõe o planeta. Ela tem cerca de 60 quilômetros de profundidade e é bastante sólida. Embaixo dela localiza-se o manto, formado por um material viscoso, chamado magma. Mais abaixo estão os núcleos externos e interno.


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Formação das montanhas

Quando há um choque entre duas placas tectônicas nas regiões dos oceanos, acontece uma abertura para baixo do interior da Terra, que é chamada de fossa oceânica. Se o choque ocorre em área continental, a crosta é forçada para cima, o que provoca elevações da superfície.


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Algumas da maiores montanhas do mundo

Cordilheira dos Andes




É uma cadeia de motanhas com quase 9 mil quilômetros de extensão. Cruza a parte oeste da América do Sul desde da Argentina. Suas maiores montanhas alcançam quase 7 mil metros de altitude.

Alpes



Com aproximadamente 1.200 quilômetros de extensão, é a maior cadeia de montanhas da Europa. Seu pico mais alto é o Monte Branco, na França, com aproximadamente 4.800 metros de altitude. Suas estações de esqui estaõ entre as mais procuradas do mundo por turistas.

Everest



Chamado de "teto do mundo", é a maior montanha do planeta, com 8.848 metros de altitude. O Everest faz parte da Cordilheira do Himalaia e está localizada na fronteira entre o Tibete e o Nepal, na Ásia.

Montanha Rochosas





Com quase 5 mil quilômetros de extensão, as Rochosas são um conjunto de montanhas que cruza quase toda a parte oeste do Estados Unidos e do Canadá. Embora os montes da região não sejam muito altos, chegando a pouco mais de 4 mil metros, a neve é constante em muitos deles devido ao clima frio.

Kilimanjaro



Localiza-se na Tanzânia, perto da fronteira do Quênia, na África. O Kilimanjaro é um conjunto de três montanhas vulcânicas. Mesmo situado em uma das regiões mais quentes do mundo, seus picos vivem cobertos de neve, devido à grande altitude. A maior montanha, chamada Kibo, alcança quase 5.900 metros de altura.

Pico da Neblina



É a mais alta montanha do Brasil, com 3.014 metros. Localiza-se no estado do Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela. Seu nome se deve ao fato de seus pico estar frequentemente coberto de nuvens.
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Montes de lavas

As montanhas vulcânicas são elevações formadas pelo acúmulo das lavas, que é o material vindo do interior do planeta. Ele é expelido por aberturas da crosta terrestre, chamadas de vulcões. Depois de lançadas para fora, as lavas se acumulam ao redor do vulcão e endurecem. O Monte Fuji, no Japão, e o Etna, na Itália, são dois exemplos desse tipo de elevação, formada depois de inúmeras erupções.
O Etna, localizado na ilha da Sicília, ainda está ativo. Segundo os geólogos, ele entrou em erupção pela primeira vez há cerca de 2,5 milhões de anos. Ao longo do tempo, isso se repetiu por tantas vezes que a base da montanha ocupa cerca de 150 quilômetros e sua altura ultrapassa os 3.200 metros.


Montanha Vulcânica - O Monte Fuji, no Japão, tem mais de 3 mil metros de altura.
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Ocupação das regiões mais altas

Muitas vezes, as grandes altitudes não impedem a ocupação humana, nem as atividades econômicas. As cidades de Cuzco, no Peru, e La Paz, na Bolívia, ficam em regiões montanhosas a mais de 3 mil metros de altitude. Em La Paz, indústrias funcionam normalmente. Quem mora em locais mais próximos do nível do mar e visita essas cidades sente, nos primeiros dias, efeitos dessa diferença de altitude. Ela provoca falta de ar e enjôos. Nas Montanhas Rochosas, na costa oeste dos Estados Unidos, há uma grande exploração de minérios, que são utilizados por indústrias. Do lado oposto, na costa leste, é retirado carvão dos Montes Apalaches. A partir da década de 1970, descobriu-se que a Serra dos Carajás, no Norte do Brasil, era rica em minério de ferro, o que deu início a sua exploração.


Atividade econômica - A Serra dos Carajás se tornou um dos grandes centros de extração de minério de ferro.
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Desafiando os perigos das montanhas

Existem pessoas que passam boa parte de suas vidas tentando chegar ao topo das montanhas. São os praticantes de alpinismo, um esporte que envolve muitos riscos. Muitos alpinistas tentam alcançar os pontos mais altos do mundo pela sensação de aventura e pelo prazer de chegar a lugares quase inexplorados. Além do frio intenso e da neve, eles se deparam com pedras, rochedos, penhascos e escorregadios. Qualquer passo em falso pode provocar quedas, resultando em graves ferimentos ou mesmo em morte. Também existe o perigo das alavancas, em que bolas de neve ou pedras despencam das montanhas, levando tudo o que houver no caminho. Tempestades de neve também são frequentes e costumam desafiar os aventureiros.
Os alpinistas sabem que nunca devem tentar fazer uma escalada sozinhos, já que, no caso de algum acidente, não há quem recorrer. Além disso, durante a subida uma pessoa pode ajudar a outra. Em suas aventuras, os alpinistas devem levar cordas, sapatos especiais e roupas quentes. Quando desafiam as montanhas mais altas, eles precisam de comidas especiais e barracas, pois essas escaladas podem durar vários dias.

Perigo e aventura - Os alpinistas precisam ter muito cuidado e coragem para escalar as montanhas.


Outro esporte muito comum nas montanhas é o esqui. Ele só pode ser praticado em montes onde há bastante neve, situados nas regiões de clima frio.l Há diversas modalidades na prática do esqui, entre elas a descida em velocidade e a realização de manobras bastante difíceis, como piruetas.


Montanha abaixo - A Serra dos Carajás se tornou um dos grandes centros de extração de minério de ferro.

Fonte: Coleção Para Saber Mais - Ciências Humanas - Geografia




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sábado, 2 de janeiro de 2010

Independência do Brasil

No dia 7 de setembro de 2010 o Brasil comemora 188 anos de independência. D.Pedro I, filho do rei de Portugal D.João VI, deu o grito da libertação brasileira em 1822, na cidade de São Paulo. Vamos conhecer essa parte da nossa história?
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Em 1500, quando os portugueses chegaram às terras brasileiras, nosso país tornou-se Colônia de Portugal. Isso significa que quem mandava no Brasil eram os portugueses. Ao longo dos anos, nosso país só podia produzir o que interessava a Portugal e não podia ter indústrias ou mesmo publicar livros e jornais. Além disso, nossas maiores riquezas, como ouro e o pau-brasil, eram levadas para a Europa.
Foi somente em 7 de setembro de 1822 que o Brasil finalmente se libertou do domínio português. Depois de mais de 300 anos, os brasileiros puderam produzir o que quisessem e comprar e vender para qualquer país do mundo.
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Libertação pacífica

Quase todos os outros países da América do Sul foram colonizados pela Espanha. Quando nosso país se tornou independente de Portugal, a maioria deles já havia se libertado da dominação espanhola. Em países como Argentina, Chile e Peru, o povo teve de lutar bravamente contra os espanhóis, que não admitiam perder as terras que lhes tinham dado tantas riquezas. No Brasil, praticamente não houve lutas. O governo continuou com a Família Real portuguesa.
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A vinda da Família Real ao Brasil

Em 1808, o rei de Portugal, toda a Família Real e mais 15 mil pessoas fugiram de uma guerra, que acontecia na Europa, e vieram para o Brasil. Logo que chegou ao nosso país, D.João tomou duas medidas bastantes importantes. A primeira foi permitir que o Brasil fizesse negócios com os países com os quais Portugal mantinha bom relacionamento. Assim, o comércio no Brasil se desenvolveu bastante.
A segunda medida foi transformar a cidade do Rio de Janeiro, onde o rei vivia, em sede do Reinado. Os portugueses continuavam mandando no Brasil, mas os brasileiros passaram a ter mais direitos e até participação na política.
Essa situação desagradou a muitos portugueses, que queriam que nosso país continuasse sendo uma Colônia. Já do lado brasileiro, crescia a vontade de lutar pela independência.
Os portugueses que tinham ficado em Portugal começaram a exigir a volta do rei. Em 26 de abril de 1821, D.João VI voltou a Portugal, deixando seu filho, o príncipe D.Pedro, governando o Brasil em seu lugar.
A crise política chegou ao auge em 1822, quando os portugueses passaram a exigir que D.Pedro também voltasse a Portugal.
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No caminho da Independência


No dia 7 de setembro, D.Pedro estava passando por São Paulo quando recebeu uma carta de Portugal exigindo a sua volta, e outra do ministro brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva, que incentivava a declarar a independência do Brasil.
Nessa hora, D.Pedro estava às margens do Riacho Ipiranga. Animado com a chance de torna-se imperador do Brasil, ele preferiu a alternativa da carta de seu ministro. D.Pedro levantou a espada e gritou: "Independência ou Morte".
Mas foram necessários alguns anos para que Portugal reconhecesse nossa independência. Para isso, o Brasil teve de pagar a Portugal 2 milhões de libras esterlinas, a moeda usada na Inglaterra e a mais valiosa do mundo na época. Como não tinha esse dinheiro, o Brasil precisou pedir emprestado aos bancos ingleses.
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O primeiro imperador
Família Imperial - D.Pedro I e D.Leopoldina tiveram seis filhos.


D.Pedro I nasceu em 1798 e era o segundo filho de D.João e de D.Carlota Joaquina. Com a morte de seu irmão mais velho, Antônio, D.Pedro tornou-se o herdeiro do trono português.
Em 1817, quando ainda era príncipe, D.Pedro casou-se com D.Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo, nascida em Viena, na Áustria, em 1797. Foi um casamento arranjado, pois os noivos nem sequer se conheciam. Mesmo assim, a imperatriz sempre esteve ao lado do imperador.
D.Pedro era músico e, no próprio dia de 7 de setembro de 1822, compôs o Hino da Independência. Em 12 de outubro do mesmo ano, ele foi aclamado imperador do Brasil. Em 1831, retornou a Portugal, onde morreu em 1834.
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Artistas franceses no Brasil
Um francês no Rio de Janeiro - Debret foi um dos grandes pintores da cidade do Rio.


Em 1816, D.João VI trouxe para o Brasil a chamada Missão Francesa. Era um grupo de artistas que tinha a função de criar no Rio de Janeiro a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes, onde ensinariam técnicas de gravura, pintura, escultura e arquitetura. Entre os artistas estavam alguns dos maiores pintores franceses, como Jean-Baptiste Debret, Joachim Lebreton e Nicolas Antoine Taunay, e o arquiteto Grandjean de Montigny. O grupo registrou em seus trabalhos o dia-a-dia e as mudanças pelas quais passava o Rio de Janeiro.
Debret foi o artista que mais se destacou, pela qualidade de suas obras. Em aquarelas, ele mostrou a vida dos escravos, paisagens cariocas, a Família Real e os costumes das famílias de seus funcionários, além de outros aspectos curiosos da cidade. Debret permaneceu no Brasil por mais de dez anos.
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Vida à moda européia na capital do Império

Com a vinda da Família Real em 1808, o Rio de Janeiro passou por muitas transformações. Em um primeiro momento, a chegada das 15 mil pessoas que vieram na comitiva causou alvoroço na cidade. Afinal, onde abrigar tanta gente? A primeira providência foi encontrar 2 mil residências. O Rio de Janeiro passou por uma verdadeira faxina: ruas limpas e fachadas dos prédios pintadas.
Graças a D.João VI, o Rio de Janeiro se transformou em um pólo cultural. O rei português foi responsável pela construção de importantes obras públicas, como o Observatório Astronômico, o Arquivo Central, a Acadêmia da Marinha, a Aula de Comércio, a Academia Militar, a Academia Médico-Cirúrgica, o Jardim Botânico, o Laboratório de Química, o Teatro São João, o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, e a Imprensa Régia. Com ela, finalmente os brasileiros puderam imprimir livros e jornais.
A vida na capital parecia-se com a de grandes cidades européias, como Paris ou Londres. Damas e cavalheiros da Corte seguiam a moda francesa. Uma pequena parcela da população carioca tinha acesso a móveis, louças e jóias de luxo. Além de ir a confeitarias em carruagens de porta de vidro ou em cadeirinhas carregadas por escravos.
Vida de luxo - As damas ricas da Corte eram carregadas por escravos. Mesmo com a Independência, o trabalho escravo continuou.

Fonte: Coleção Para Saber Mais Recreio - Ciências Humanas - História

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Família Real no Brasil

A partir de 1808, o Rio de Janeiro passou por uma grande transformação: a Família Real Portuguesa, comandada pelo príncipe D. João, deixou Portugal e veio para a então capital brasileira. Vamos saber por que isso aconteceu e como foram os 13 anos em que a realeza permaneceu na cidade?
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No começo do século XIX, a França era governada pelo imperador Napoleão Bonaparte, que invadiu quase todo o continente europeu. Ao desobedecer as ordens francesas, que probiam os países europeus de comercializar com a Inglaterra, na época a principal nação inimiga da França, Portugal também foi ocupado pelos franceses, em 1807.
A família Real, então, fugiu para o Rio de Janeiro, com a ajuda de navios de guerra ingleses. E não viajou sozinha: mais de 15 mil pessoas vieram para o Brasil, que era uma Colônia portuguesa, ou seja, era controlada pelos portugueses.

D.João VI - No tempo em que ele viveu no Rio de Janeiro o Brasil teve uma fase de grande desenvolvimento. D. João VI tinha simpatia pelo Brasil e gostava do Brasil e voltou para Portugal a contragosto, em 1821.
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Parada inesperada

Antes de chegarem ao Rio de Janeiro, a Família Real e parte dos acompanhantes foram obrigados a fazer uma parada inesperada em Salvador, na Bahia. Isso ocorreu em 22 de janeiro de 1808, em razão de uma tempestade que os pegou desprevenidos. Eles ficaram na cidade por cerca de dois meses e só depois partiram para o Rio.
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Grandes transformações

Entre as mais de 15 mil pessoas que vieram junto com a Família Real ao Brasil estavam nobres, funcionários do governo, amigos da realeza e criados.
As embarcações traziam também uma grande quantidade de documentos, quadros, roupas, jóias, louças e prataria.
Para acomodar tanta gente, a cidade do Rio de Janeiro passou por uma série de mudanças e reformas. O príncipe regente D.João ordenou que os melhores edifícios da cidade fossem desocupados por seus donos para serem utilizados pelos integrantes de sua Corte.
Veja alguns fatos que marcaram a chegada e a permanência da Corte portuguesa no Rio de Janeiro.

Sem-teto

Nas casas e edifícios que eram tomados para uso da Família Real, escrevia-se a sigla "PR", que representava "Príncipe Regente". Muita gente que teve suas propriedades confiscadas, porém, dizia que o verdadeiro significado era "Prédio Roubado" ou "Ponha-se na Rua".


Esquadra numerosa

Em 29 de novembro de 1807, um total de 46 embarcações deixava Lisboa com o destino ao Brasil. Foram mais de dois meses no mar até aportarem na Bahia. A chegada definitiva no Rio de Janeiro aconteceu somente em março.



Desembarque no Rio

Após a breve estada na Bahia, no dia 8 de março de 1808 a Família Real e todos os seus acompanhantes finalmente desembarcaram no Rio de Janeiro. Houve uma grande confusão, pois milhares de pessoas foram dar boas-vindas à Corte.

Abertura dos portos

A abertura dos portos do Brasil às nações amigas foi uma espécie de agradecimento de Portugal à Inglaterra pela proteção contra os franceses. Dessa maneira, passaram a chegar ao Brasil produtos como ferragens, pregos, pescados, salgados, chapéus e cerâmicas de várias nações, mas principalmente ingleses.


Incentivo ao comércio

Com o tempo, surgiram no Rio de Janeiro inúmeros armazéns e lojas de moda que vendiam os produtos vindos da Europa e da Ásia. Eles foram abertos especialmente na Rua do Ouvidor, que se tornou o principal ponto comercial da cidade.

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A abertura do Brasil para o mundo

Uma das primeiras medidas do príncipe D.João após se instalar no Rio de Janeiro foi abrir os portos do país às "nações amigas de Portugal". Assim, o Brasil poderia fazer comércio com outros países que não fosse Portugal, o que era proibido.
Além disso, ele cancelou a proibição de que se frabicassem produtos no país, o que permitiu, por exemplo, a criação de oficinas de costura. A agricultura também foi favorecida, com a introdução de novas culturas, como a do chá.
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Rei por acaso

D.João, que nasceu em Portugal em 1767, não foi criado para ser rei. A morte de seu irmão mais velho, porém, fez com que ele se tornasse o herdeiro do trono português, que pertencia à sua mãe, D.Maria I. Quando ela foi declarada louca, em 1799, ele foi nomeado príncipe regente.
Só após a morte dela, em 1816, ele tornou-se rei, com o título de D.João VI.
Em 1820, houve uma revolução em Portugal. Insatisfeitos com as atitudes do governo português e também com o fato de o rei comandar o país morando no Brasil, os revolucionários exigiam a volta de D.João VI. Pressionado, ele não teve alternativa a não ser retornar, o que ocorreu em abril de 1821.
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A senhora da Corte


Rainha descontente - Carlota Joaquina nunca foi feliz no Brasil e queria voltar a Portugal.


Carlota Joaquina foi a esposa de D.João VI. Nascida na Espanha em 1775, casou-se com ele aos 10 anos por meio de um contrato arranjado e contra sua vontade.
A então princesa de Portugal não gostava de viver no Brasil. Ela também não se entendia com seu marido e tentou várias vezes tirá-lo do poder, conspirando com espanhóis. Carlota chegou até a enviar uma carta aos reis da Espanha pedindo para assumir o cargo de representante do trono na Argentina.
Apesar dos desentendimentos, o casal teve nove filhos. Um deles, Pedro, foi o primeiro imperador do Brasil.
Ao contrário de D.João VI, que era mais gentil com as pessoas, Dona Carlota era muito autoritária. Quando andava pelas ruas do Rio de Janeiro, exigia que todas as pessoas se ajoelhassem enquanto ela passava. Morreu em Portugal, no ano de 1829.
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Desenvolvimento do Rio de Janeiro

A instalação da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro possibilitou um amplo desenvolvimento da cidade. Para começar, muitas ruas foram construídas, modernizadas, ampliadas ou calçadas.
Novos e luxuosos bairros surgiram, como o Flamengo, o Botafogo e a Glória.
A área cultural foi bastante enriquecida. A partir de 1816, vários dos melhores artistas franceses foram convidados para dar aulas na Academia de Belas-Artes da cidade, também fundada por D.João VI.

Museu Nacional - É um dos mais importantes museus do Brasil.



Os quadros pintados por eles mostravam cenas da vida no Rio de Janeiro.
Foram criadas várias instituições culturais. Uma delas foi a Biblioteca Nacional, que funciona até hoje.

Biblioteca Nacional - Em seu acervo está os primeiros livros trazidos de Portugal.



Ela foi montada para abrigar os cerca de 60 mil livros trazidos de Portugal por D.João VI. Eles foram acomodados em uma série de endereços, até que em 1910 foram colocados no prédio onde estão atualmente, na região central da cidade. Hoje ela possui cerca de 8 milhões de exemplares, entre livros, jornais e manuscritos.
O Museu Nacional surgiu durante o período em que a Família Real esteve no Rio de Janeiro. Fundado em 1818, atualmente possui em seu acervo mais de um milhão de peças, incluindo ossos de homens pré-históricos, algumas múmias, utensílios índigenas e uma rica coleção de zoologia.
Também o Jardim Botânico foi construído naquela época. Foi criado em 1808 por D.João VI para ser um local de estudo e cultivo de plantas. Hoje é uma das melhores opções de lazer dos cariocas.


Jardim Botânico - Até hoje espécies vegetais do Brasil inteiro são estudadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.



Fontes: Coleção Para Saber Mais Recreio - Ciências Humanas - História



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